SINTO-ME INTEIRA

Ouves que a dor é solitária,
Que o viver é desfazer as ilusões
De tudo e que viver é isso.
Que sabe o homem sobre a dor?
Se a confunde com a revolta surda
Que mais produz o que ele chama dor?

Minha alma esta consumida neste
Constante viver que todos vivem.
Sinto-me repartida por todas as almas,
Eu as sinto como se fora tudo,
E isso traz em mim inquietação
E um quase dormir, um querer
Que se reparte em mil coisas,
Nas vastidões serenas da alma que sou.
Que me importa ser apenas a sombra
Afastada de mim? Toda flor busca o sol
E a calma, e tudo em mim respira o amor.

Na eternidade nada se faz tão presente
Que o amor não repartido, que o abraço
Esquecido e o correr dos anos…
A imensidão e a imortalidade são um afago de Deus
E nos perdemos em nós mesmos ao esquecer
Esse Infinito amor.
Que sabe o ser que dorme sobre o amor?
Se esquece tudo para de afogar na própria dor?
Minha alma esta repleta e consumida neste amor,
Nesta esperança, nesta outra vida
E tudo mais é só amor.

Espírito: Gabriela Mistral.
Médium: João Senna.

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